√öltimos Filmes que Assisti

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Malévola

A Disney é sempre impecável, né? Saí do filme com aquela vontadinha de largar tudo e tentar descolar um trabalho em Hollywood, qualquer que seja, só pra fazer parte desse mundo de alguma forma! Ai, ai <3

Quero come√ßar falando um pouquinho sobre o roteiro. Vi muita gente criticando o enredo nas redes sociais e n√£o entendi. Achei que tudo que foi modificado na hist√≥ria, o foi feito para melhor. E o que n√£o foi modificado, simplesmente n√£o precisava ser. Achei at√© que a hist√≥ria cl√°ssica passou a fazer mais sentido com tais mudan√ßas. A trama estava toda bem amarradinha, n√£o vejo motivo para disc√≥rdia. √Č claro que o final foi previs√≠vel, mas que filme da Disney n√£o √©? A gente gosta de contos de fadas porque sabemos que vai dar tudo certo no fim, hehe.

Eu adorei a adapta√ß√£o. Fiquei mais uma vez boquiaberta com a beleza e express√Ķes fortes de Angelina, mas n√£o achei que a atua√ß√£o dela foi das melhores. Faltou emo√ß√£o e presen√ßa. Sei l√°, n√£o vou julgar porque imagino que deva ser dif√≠cil pra cacete se emocionar na frente de uma tela verde e 387 pessoas e c√Ęmeras te observando, mas… poderia ser melhor. E falando em tela verde, que efeitos especiais! Que caracteriza√ß√£o! Que dire√ß√£o de arte, que fotografia e que efeitos sonoros! √äta filme bonito.

E a filha fofinha da Angelina interpretando a mini Aurorinha? E a Elle Fanning sendo maravilhosa como sempre? Apenas incrível, gente. E eu falei, falei, falei e não falei nada sobre a história, então vou ditar uma pequena sinopse dessa versão pra quem ainda não viu o filme, mas prometo que vou contar pouquinho pra não estragar a surpresa!

Dessa vez, Malévola não é uma bruxa do mal que simplesmente resolve aparecer em uma festa sem ser convidada e jogar uns feitiços nas inimigas. Na verdade, ela é uma fada fofa e boazinha que usa batom vermelho e vive em uma floresta encantada. O reino dela fica muito perto de um povoado de seres humanos normais e chatos, que tentam invadir a tal da floresta e roubar os ouros das fadas legais. As coisas complicam quando Malévola conhece um garotinho de sua idade e eles começam a passar tempo juntos. Se apaixonam e coisa e tal. Aí que esse garotinho cresce e se torna um adulto malvado e ambicioso e ferra com a Malévola. O rei desse povoado tinha treta com a Malévola e disse que quem a matasse, se tornaria seu sucessor. O cara viu a oportunidade e PLAU, cortou as asas da fia. Malévola sofreu, chorou, ficou amarga e esperou o mocinho dar uma trela pra que ela pudesse se vingar.

Ele teve uma filha e Angelina Jolie tacou uma maldi√ß√£o na menina. E o resto voc√™s podem ver no cinema porque acho que acabei falando demais, hahaha. S√≥ ficou uma d√ļvida: ser√° que as criancinhas que assistiram a esse filme est√£o conseguindo dormir √† noite? Ave maria!

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√Č o Fim

Esse filme é sensacional por motivos de: James Franco, Seth Rogen, Jonah Hill, Jay Baruchel, Craig Robinson, Michael Cera, Emma Watson e uma infinidade de outros atores geniais que fizeram participação especial no elenco. Até Rihanna apareceu, minha gente!

E eu preciso contar procêis que sou péssima com comédia. Tudo que as pessoas acham engraçado, eu acho uma chatice, e vice-versa. O caso é que dei muita risada com esse filme, como não dava há muito tempo! Com certeza o fato de euzinha aqui ser fã de todos esses comediantes Рe acompanhar o trabalho e vida pessoal de todos Рcontribuiu pra que eu gostasse tanto do filme, já que eles fazem muita referência à outros trabalhos desses atores e deram aquela exagerada nas características principais da personalidade de cada um. Sim! Eles interpretam eles mesmos no filme, hahahaha.

Bom, a história é o seguinte: James Franco compra uma casa nova caríssima e maravilhosa e resolve dar uma festa pra exibi-la pra todos seus amigos famosos. No meio da festa, começa a rolar o apocalipse. Bem básico, né? Hahaha. Aí que um moooonte de gente morre e o grupo de sobreviventes se une pra tentar sobreviver, refugiados na mansão de James.

Acho que o lance √© que esses atores se reuniram e disseram: “Vamos fazer um filme nosso? Com tudo que a gente tem direito! Piadas est√ļpidas sobre n√≥s mesmos, explos√Ķes, efeitos especiais e todo o resto que a gente sempre quis fazer mas nunca p√īde”. E a√≠ nasce “√Č o Fim”, um filme com uma hist√≥ria extremamente boba e divertida. V√° sem expectativas e aproveite!

The-Fault-in-our-stars

A Culpa é das Estrelas

Assistir “A Culpa √© das Estrelas” no cinema foi uma verdadeira tortura. N√£o sei voc√™s, mas eu gosto de assistir filme em sil√™ncio. Gosto de prestar aten√ß√£o na hist√≥ria e me envolver com os personagens. E a√≠ que a corja de pr√©-adolescentes efusivas que povoou a sala do Cinemark foi um tanto quanto mal educada, hahaha. Elas berravam a cada vez que o Ansel Elgort fazia alguma coisa fofinha (e vamo combinar que foram muitas), n√£o paravam de repetir que lembravam de ter lido tal frase que foi dita no filme e rolou at√© competi√ß√£o de quem chorava mais entre as garotinhas que estavam na fileira de tr√°s da minha. N√£o, eu n√£o t√ī zuando.

Elas queriam mostrar que eram f√£s, que conheciam a hist√≥ria e, principalmente, atenuar que conheciam a hist√≥ria “antes de virar modinha”. E decidiram fazer isso bem no meio do filme. Algumas nem fitavam a tela! E n√£o paravam de falar por nem um segundinho sequer. E essa foi a minha terr√≠vel experi√™ncia. Nem consigo dizer muito sobre o filme em si. S√≥ que ele √© t√£o emocionante e gracioso que, mesmo com todo aquele convers√™ insuport√°vel como de pano de fundo da jornada de Augustus e Hazel, eu chorei igual a um bebez√£o. Acho que se eu tivesse entrado pra competi√ß√£o das meninas, teria ganho, hahaha.

Posso dizer tamb√©m que a adapta√ß√£o foi maravilhosamente bem feita (muitas das frases foram reproduzidas exatamente como estava escrito no livro, o que deixava as menininhas em √™xtase), que os atores s√£o absolutamente incr√≠veis e que n√£o d√° pra assistir ao filme sem uma caixa de lencinhos do lado. Voc√™s j√° assistiram a “Marley e Eu” ou Sempre ao seu lado”? Pois √©, os protagonistas da hist√≥ria s√£o como dois cachorrinhos fofos, prestes a morrer. E d√° d√≥… ai se d√°!

Acho esse romance do John Green uma gra√ßa. Muito amadurecido quando comparado aos t√≠tulos passados do escritor. Pra quem curte o trabalho do cara, aproveita pra conferir os vlogs que ele fez enquanto estava escrevendo o livro! √Č muito interessante acompanhar o processo criativo dele – talvez at√© mais interessante que ler a obra em si, hehe. Fiquei muito feliz por ver o trabalho de um escritor t√£o jovem e talentoso indo parar nas telonas! S√≥ acho uma pena que n√£o d√° pra aproveitar o espet√°culo no cinema. Se voc√™ ainda n√£o foi ver, espera chegar no Netflix, na locadora ou no Popcorn Time. Fica a dica.

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A Grande Beleza

Vi o trailer e me apaixonei. Festa, imagens maravilhosas, m√ļsica animada, frase de efeito…. Aluguei no Now. Fiz uma pipoca e me preparei pra emo√ß√£o. S√≥ esqueci que era filme europeu, e filme europeu geralmente √© mei parad√£o. Minha cabe√ßa √© condicionada a absorver filmes com aquela estruturinha cl√°ssica com mais facilidade. Siiiiim, os filmes hollywoodianos. Se tem at√© f√≥rmula certinha pra fazer, √© porque vende e √© porque funciona, n√©? Mas √†s vezes √© bom dar chance pra outro tipo de conte√ļdo, e fiquei feliz por ter sido iludida com o trailer empompomzado de “A Grande Beleza”.

Foi um dos filmes mais confusos que já vi na vida, mas também um dos mais esclarecedores. A falta de linearidade abilolou minha cabeça e demorei pra processar (e engolir) toda a informação, encaixar os fatos e tirar alguma conclusão sobre o que havia achado da história. Primeiro porque, quando damos play em um filme, esperamos conhecer um protagonista e uma história evolutiva na vida desse personagem. Em filme europeu, isso raramente acontece. O lance deles é manter o protagonista do mesmo jeitinho, do começo ao fim do filme. O trajeto de Jep Gambardella não foi diferente.

Jep é jornalista, escritor aclamado de um livro só e está no auge de seus 65 anos. Ele vive em meio a alta sociedade intelectual romana, onde frequenta festas fervorosas e debates políticos que não levam a lugar algum. Jep se sente vazio e cansado da superficialidade a qual está tão habituado. Resolve, então, mergulhar em suas lembranças e nos leva pra conhecer a cidade de Roma através de seu olhar.

Voc√™s sabem, minhas resenhas s√£o rasas porque n√£o gosto de dar spoiler e estragar a surpresa. O que eu gosto mesmo √© de dar opini√£o, e t√° a√≠ a minha: “A Grande Beleza” √© um puta de um filme. Tem humor √°cido, e √© uma hist√≥ria t√£o perfeitamente d√ļbia que consegue vestir a carapu√ßa dos dois lados do muro. √Č um filme europeu, portanto, feito para “pensadores”, mas que zomba de quem se coloca nesse patamar. Tira sarro da arte inating√≠vel, dessa alta sociedade decadente que se acha t√£o especial e, principalmente, dos intelectuais.

Mas o fato mais importante, pra mim, √© que esse filme me recordou do √≥bvio. Muitas vezes nos ludibriamos com a est√©tica de um estilo de vida que n√£o nos pertence. Podemos passar a vida inteira esperando por um momento grandioso (“a grande beleza”), mas esses momentos podem ser encontrados diariamente disfar√ßados em pequenas por√ß√Ķes de alegria e prazer. A grande beleza da exist√™ncia s√£o as descobertas, as rela√ß√Ķes com pessoas que nos fazem feliz e a nobreza da alma. Gostaram da minha arrog√Ęncia? Hahaha! Arraz√ī, Paolo Sorrentino! ASSISTAM!

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Eu N√£o Fa√ßo a Menor Ideia do Que Eu t√ī Fazendo Com a Minha Vida

Esse filme foi uma surpresa maravilhosa! Sou meio preconceituosa com cinema brasileiro, j√° que a tem√°tica dos filmes quase sempre me desagrada. Acho chato mesmo, tenho pregui√ßa. Mas tava de bobeira em casa no fim de semana, procurando t√≠tulos no Now (juro que n√£o √© propaganda gente, hahaha), e encontrei o “Eu n√£o fa√ßo a menor ideia do que eu t√ī fazendo com a minha vida”. Eita t√≠tulo longo! Fiquei curiosa e dei o play.

O mais legal desse filme é que o orçamento foi baixíssimo (20 mil reais) e dá pra perceber isso logo de cara, mas o roteiro é tão bem escrito que você mal repara nas falhas técnicas. Outra coisa legal é que a Clarice Falcão é protagonista, e ela é uma fofa com talento de sobra <3 Ela interpreta Clara, uma jovem que acabara de entrar na faculdade de medicina por pura pressão dos pais. Ela não está certa de que é isso o que quer fazer, mas não sabe como lidar com esse fato e passa a matar aula todas as manhãs.

Ela vai parar em um boliche, onde conhece Guilherme, que tenta ajudar a garota a se encontrar no mundo das profiss√Ķes. Ele sugere que ela pratique na vida real o significado intr√≠nseco de querer se tornar m√©dica: gostar de ajudar as pessoas. E assim, Clara come√ßa a testar diversos “cursos” no dia a dia ao inv√©s de frequentar a universidade. Ela experimenta filosofia, arquitetura, cinema… tudo √† sua maneira! E bom, o desenrolar da hist√≥ria √© simples e acertado. O filme traduz o pensamento da maioria dos jovens que acabaram de sair do col√©gio e se sentem perdidos em meio a escolha de carreira, algo demasiadamente importante pra ser decidido quando somos t√£o novos e ainda estamos em busca de nossa identidade.

O filme fala de quase tudo que todo mundo pensa nessa fase. Com certeza um mont√£o gente vai se identificar! √Č uma hist√≥ria caf√© com leite, √°gua com a√ß√ļcar. Um √≥timo passatempo! Mas um passatempo muito bem constru√≠do, hehe. Vale a pena assistir :)

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Look du Jour – Saia Floral

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Eu juro que tento n√£o usar estampa floral todos os dias, mas fica dif√≠cil tendo o meu arm√°rio, hahahaha! N√£o t√ī brincando quando digo que mais da metade das minhas roupas tem florzinhas espalhadas pelo tecido. O que eu posso fazer se me apaixono por todas as pe√ßas com estampa floral? Elas combinam com tudo, poxa! Com looks rom√Ęnticos, boho, rock, basiquinhos… Pois √©, estampa floral √© definitivamente o meu tipo de estampa, heh. Espero que tenham gostado do look! E antes que voc√™s perguntem, n√£o sei de qual vendedor do Ebay comprei essa saia :( Faz muito tempo, j√° n√£o deve nem mais existir. Beijinhos com amor pra todos <3

Blusa: Le Frou Frou | Saia: Ebay | Mochila: H&M | Bota: Le Frou Frou | Anéis: Holy Girl e Prata à Porter

1mochilinha

boŐāta

aneis

look-du-jourrrr

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Eu gosto

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Eu gosto de te ver de madrugada. E gosto de te ver durante o dia. Eu gosto de te ver quando acordo, e at√© de te ver saindo. Eu te ou√ßo levantar, mas finjo que t√ī dormindo. S√≥ pra ganhar um beijinho. Ou mil, no pesco√ßo. E me espregui√ßo t√≠mida. Nua. No seu len√ßol.

Eu gosto do jeito que voc√™ olha pra mim, e de como voc√™ √© sincero. N√£o s√≥ comigo, mas com tudo. Com voc√™ mesmo. Eu gosto at√© de sentir medo! Medo de n√£o saber o que voc√™ pensa, mesmo sabendo tudo o que pensa sobre mim. E eu tamb√©m gosto do seu jeito: misterioso, engra√ßado e rom√Ęntico ao mesmo tempo. (Como voc√™ faz isso?) E gosto quando voc√™ toca piano, e canta desafinado. No bar que voc√™ me levou pra sair naquele dia.

E sabe do que mais eu gosto? Das suas mãos, e do seu pescoço. De te beijar no rosto. Na barriga. Eu gosto de quando a tv desliga. E quando você vem de noite me abraçar. Quando me manda mensagem de madrugada, com receio do que vou pensar.

Eu sei que você sabia. Eu sentia. No jeito que você me olhava. E sua mão parada na minha perna. E nós dois no sofá. Mas não tinha mais um monte de gente na sala? Parecia que éramos só eu você. E um dia aconteceu. A gente ficou lá: eu e você. Mas sabíamos que o resto do mundo estava nos observando por alguma frestinha da porta. Ligamos um filme, fingimos que não nos importávamos. Você dormiu ali, e eu fui pro quarto da pessoa errada.

N√≥s voltamos pra sala noutro dia, mas dessa vez est√°vamos realmente l√°, presentes – s√≥ eu e voc√™. E o resto j√° n√£o importava mais. Tudo colorido, m√ļsica alta. Eu te provoquei e voc√™ comprou. Sa√≠mos, bebemos. Demos uma volta inteira na cidade pra nos entendermos. E a√≠ deitamos. Voc√™ j√° n√£o me deu mais aquele olhar receoso. Voc√™ s√≥ me engoliu – primeiro com os olhos. Pediu pra eu chegar mais perto, e eu fui. O sil√™ncio berrava sinceridade. E eu tirei meu shorts. E salivei s√≥ de pensar em te beijar. Me deu medo, e eu recuei. (Que tonta!)

A gente dormiu, e eu sonhei. Você percorria a mão pelo meu corpo. Acordei e era verdade. No canto da sua cama, de conchinha. A gente dormiu de conchinha sem nem nos beijarmos. De mãos dadas. De repente lembrei que era ser humano, e morri de sede. Não quis sair dali Рvocê tava tão sereno. Levantei da cama e busquei água na cozinha. Me olhei no espelho do banheiro e desejei estar mais bonita. Como quando a Angelina Jolie acorda em um filme ao lado do Brad Pitt. Mas só pra constar, eu não preferia estar na cama com o Brad Pitt, e nem queria ser a Angelina Jolie. Pelo menos, não naquele momento, hahaha. Eu era feliz, ali. Com você.

Voltei pra cama e me deitei. Te observei. Em certa hora, me virei, e voc√™ despertou, de leve. Te dei um selinho, de leve. E depois um beijo, de leve. E me senti desejada. E quando voc√™ me olhou com aquela carinha, e fez quest√£o de dizer o que sentia – voc√™ disse: “voc√™ t√° um tes√£o”, com vontade, como em uma cena de filme adolescente misturado com seu charme √† l√° Serge Gainsbourg -, eu me senti como a Jane Birkin. E √© isso o que voc√™ faz. Voc√™ nasceu assim, cheio de alma. E me emprestou um punhado dessa intensidade naquela noite. E em todas as outras desde ent√£o.

Eu sei que tudo isso √© piegas, mas eu gosto de ser piegas. N√£o tem nada mais sincero e aconchegante que ser piegas. E n√£o tem nada mais divertido e maluco que passar um tempo com voc√™. Eu amo me sentir insegura e depois segura de novo. Eu amo ver outras garotas te olhando de soslaio durante a noite e saber que vou ser eu a cair na sua cama de madrugada. Eu amo sair de carro pra qualquer lugar incerto com voc√™, √†s 4 da manh√£. E acordar ao meio dia com um bilhetinho me esperando no criado-mudo. Eu amo sua cama gigante e macia. E acho que eu gosto mesmo de voc√™. √Č… eu gosto.

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