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Amores Possíveis

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Tinha um milhão de motivos pra dar certo. E deu. Mas eu queria mais! Mais horas dormindo no peito dele, mais domingos preguiçosos, mais filmes no Netflix, mais garrafas de vinho vazias no móvel da sala, mais carinhos trocados, nós atados, almoços, risadas. Eu perderia todo o tempo do mundo com ele.

É que dia desses eu me peguei sorrindo enquanto a gente jogava conversa fora no sofá. Me aconcheguei debaixo da coberta e agradeci ao universo por estar ali. Eu me peguei preferindo fazer nada com ele do que… todo o resto. E me sentia vazia só de pensar em todas as noites em que procurei por esse conforto nos lugares errados.

Eu amava cada pedacinho dele. O pé esquisito, a perna branquela, as mãos enormes, a boca macia, o dentinho separado, a raiz do cabelo com formato engraçado. Os olhos castanhos amendoados, as sardinhas no rosto, a barba por fazer e o cheirinho do pescoço. Eu amava o jeito que ele me abraçava, me enlaçava, a maneira como a gente se misturava entre os lençóis. Nosso beijo se encaixava quase tão bem quanto nossos sonhos o faziam.

E eu ainda sonho com ele voltando pra ficar. Acordada.

É, você. Eu me pego voltando em cada conversa, cada suspiro, cada momento contigo, pra tentar descobrir onde foi que você se soltou de mim. E dói saber que meu coração era prisão pra ti, enquanto eu construía morada no seu.

Eu me esforço pra entender que você sente diferente. E me forço a aceitar que existem amores genuínos que simplesmente desacontecem. De tempos em tempos me esqueço que o sentir não pede nada em troca – o sentir apenas sente. E acabo pedindo por você do meu lado, como se tudo que aconteceu de errado tivesse sido só uma falha no acaso. E então você voltaria pra mim.

A verdade é que especular não faz muito meu estilo. Gosto é de amar na prática – a teoria deixo para os assustados. Não quero afeto amarrado. Amor obrigado. Quero ser livre pra ser e sentir ao lado de alguém que goste de mim.

Sem mais,

de um querido amor possível.

 

Fale Coisas Daora Pra Quem Você Ama

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Eu tô cansada desse tipo de relação “se eu não falar com você, não nos falamos mais”. Sei lá, quando eu tava na quarta série era super cool demonstrar o carinho que você sentia pelas melhores amigas com bilhetinhos no meio da aula e doações esporádicas de canetas de glitter (isso só pras melhores amigas ever), hahaha. Acho que na quinta-série devo ter passado o ano todo planejando como dizer pro guri que eu curtia o QUANTO eu curtia ele. Agora tudo que faço é planejar táticas pro guri que eu gosto não perceber que eu gosto dele tanto assim – pelo menos antes de ele demonstrar primeiro. Desde quando gostar de alguém se tornou tosco?

O cara mandou mensagem? Demora o dobro de minutos que ele demorou pra responder de volta. Chamar a pessoa pra ver um filme em casa? Jamais. É demonstrar muuuuuuito interesse. E aí segue a competição pra ver quem é o mais desinteressado da relação – esse sim é o fodão, o que precisa menos do outro. Não é fodão ser desinteressado, é chato. É chato porque a gente perde de viver um monte de coisa legal pra entrar nesse jogo bocó. Perde os fins de semana que poderíamos estar na praia recebendo massagem nas costas da criatura amada após tomar um belo pote de açaí, mas não. Preferimos ficar trancafiados em nossos apartamentos esperando o ser humano mandar a primeira mensagem, mas ele não manda porque tá esperando que você faça o mesmo, e no fim vocês acabam saindo separados, cada um pra uma balada onde o drink custa 50 reais (você poderia comer 5 açaís na praia com esse dinheiro) e depois passam no drive thru do Mc Donald’s pra curar as máguas com sódio e carboidrato. Chato.

Relações superficiais são toscas, mas nós nunca demos tanta força pra elas. Nós ajudamos todos os dias a propagar a cultura do desinteresse quando demoramos 5 minutinhos pra visualizar a mensagem no whatsapp pra pessoa não achar que você é um desesperado. Ou seja, estamos cada dia mais fúteis e entediantes. Aqui vai meu voto pra todo mundo voltar a mandar bilhetinhos fofos pros melhores amigos, chamar a pessoa que você curte pra sair e falar mais coisas bonitas pras pessoas que você gosta. E um brinde ao amor! <3

Seu Boy Magia Pode Estar Ao Seu Lado

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Já perdi a conta de quantas vezes xonei em um boy no meio da rua e o amor ficou só no campo platônico mesmo. SEMPRE rolam essas situações do tipo – você tá no metrô e encontra um cara maravilhoso; vocês se olham; pensam em tomar alguma atitude mas não conseguem com medo do outro te achar psicopata; a porta do vagão se fecha, você dentro, ele fora; vocês trocam aquele olhar profundo de despedida; bate aquela mini deprê; você volta pra casa, abre uma lata de leite condensado e vai assistir Gossip Girl.

Também tem aquele lance de você estar em uma festa ou em um bar, avistar o amor da sua vida e não saber se: 1- ele tem namorada; 2- ele é gay e tá interessado no seu amigo, por isso olha tanto na direção do seu grupinho; 3- ele vai te dar um fora te deixar aomilhadíssima no rolê. O que fazer? Voltar pra quarta série e pedir pras suas amigas falarem com ele? Virar uma garrafa inteira de catuaba pra tomar coragem de tomar o primeiro passo? Pesquisar no google “como chamar a atenção do gato em uma festa” e encontrar dicas que poderiam ter sido dadas pela Márcia Goldsmith? Acho BARRA.

Graças à tecnologia, você pode entrar em contato com o seu possível future lover de uma forma infinitamente menos constrangedora: com o Happn! Aplicativos salvam nossa vida o tempo todo – como gps, delivery de comida, pra chamar taxi, organizando sua agenda… e agora pra te ajudar a saber o nome do loiro magia que você viu hoje cedo na porta da faculdade, muahahahahaha.

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Testei o Happn e minha conclusão é que o app é uma versão aprimorada do Tinder. A ideia principal é mais ou menos a mesma: ser uma espécie de fada madrinha dos dates. A maneira como você chega até o objetivo final é um pouquinho diferente, e bem mais interessante na minha opinião. O Tinder encontra pessoas que estão em um raio de x quilômetros de você, enquanto o Happn mostra as pessoas com quem você cruzou na rua durante o dia. Acho isso maneiro porque dá uma boa filtrada na galera (você e o pretendente estão no mesmo rolê, então já existe uma chance maior de rolar uma afinidadis) e realmente existe aquela chance de descobrir o nome da sua paixão platônica do metrô.

O app funciona marromenu assim: você cria uma conta com seu Facebook (relaxa que ele não dá nenhum link pro seu perfil na rede e muito menos libera seus dados pra geral, só aparece seu primeiro nome, idade e as fotinhos que você selecionar na hora), monta seu perfil bonitinho e toda vez que você cruzar com outra pessoa que também tenha o Happn, essa pessoa vai aparecer na sua timeline. Se você curtiu o ser humanis, pode clicar no coraçãozinho ao lado da foto e, se ela te curtir de volta, o app te avisa que rolou um “crush” e abre uma janelinha pra vocês conversarem.

Se você mandou um coraçãozinho pro boy e ele não mandou de volta, dá pra dar mais uma investida mandando um “charme” pra ele te notar, hahahaha. Maravilhoso: sim ou claro? Achei legal, achei bacana. A internet é mesmo uma coisa maravilhosa. Se eu contar pra vocês que pelo menos 1/3 dos meus amigos e os dois namorados que tive foram frutos de relações startadas no mundo online vocês acreditam? Pois é miga, seu boy magia pode te cruzar todos os dias na rua e você nem sabe. Baixa aí o Happn e experimenta! Depois me conta o que achou aqui nos comentários <3 Bisous, bisous.