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Sobre Sorvetes e Confusões – Por Luísa Xavier

ice cream pink

Eu sempre fui uma pessoa decidida. Meus pais diriam teimosa (e eu até concordo), mas, com certeza, sou determinada. Sempre corri atrás do que queria, e convenci o mundo ao meu redor de que eu merecia ter as oportunidades que conquistei. Nunca tive dificuldade em identificar o que eu realmente gosto de fazer, por que é fácil: são as coisas que eu faço muito melhor, por que eu as faço com amor. Olhando assim pode parecer que a minha vida foi baseadas em certezas, em seguranças e no sucesso. Só que não. De uns tempos pra cá, muitas das coisas que eu sempre quis (ou sempre achei que queria) passaram a me despertar dúvida. E mais, olhando pra algumas das coisas que eu tinha como certas na minha vida, comecei a achar que talvez não combinassem mais comigo.

As confusões se iniciaram com coisas simples, superficiais. (Como o dia em que eu fui pra minha sorveteria favorita comer o sorvete que eu mais amo no mundo, e descobri que ele não era mais tão maravilhoso assim). Com o tempo elas foram ficando maiores e eu não podia mais ignorar: até hoje eu não consigo definir o que é Direito, o que eu estou aprendendo diariamente nas aulas, e se eu consigo me ver feliz vivendo disso. A partir daí eu comecei a sentir que minha vida entrava em hiato, como se, por não ter mais as certezas que achava que tinha, não conseguiria progredir, evoluir em qualquer coisa. Eu me dei um intervalo psicológico pra pensar sobre mim mesma, meus desejos e projeções. Se por um lado eu descobria mais de mim, por outro essas confusões empesteavam minha vida: quando eu fui parar para ver, eu tinha mais dúvidas que certezas, a minha estabilidade fugiu sem dar tchau e eu não sabia por onde começar.

Eu juro: foi efeito dominó! Com meu momento “existencial” sobre o curso da faculdade, outras mil idéias surgiram na minha cabeça: “mudar meu curso para gastronomia? Ou será que eu realmente prefiro fazer um curso de confeitaria na França quando me formar?”. Na área sentimental, as confusões não ficaram para trás. A pessoa por quem sempre fui apaixonada, e amava por 3 longos anos, já não ocupava muito dos meus pensamentos. Eu comecei com um “querer quem não me quer” e “não querer quem eu já tenho” que, vou te contar, foi bem difícil pra colocar os dois pés no chão.

Com tudo isso, me deu uma baita vontade de fugir. Eu estou há exatos 6 meses trabalhando na idéia de intercâmbio pela universidade, e já houve momentos em que quase fechei com agências de viagem, fiz minhas malas e parti. Meu desejo de fuga era tão grande que eu nem tava pensando em custos, sobrevivência, pesquisar sobre o exterior: nada. Eu só queria me distanciar das minhas confusões pra ver se a resposta caía magicamente na minha frente. Mas algum dia a ficha caiu, e eu percebi que indo embora, eu levaria tudo comigo, meus problemas não se descolariam de mim. Foi então que eu resolvi ficar.

Quando eu digo “resolver ficar”, eu não quero dizer apenas que resolvi continuar a morar no Brasil. Eu quero dizer que resolvi ficar comigo mesma, não me abandonar no meio do caminho e resolver os meus conflitos. Eu já tinha me dado um “dois altos”, um intervalo pra pensar, e ainda não havia resolvido nada. Tenho que dizer: custa um pouquinho de coragem pra gente separar um momento, parar de se dar desculpas, e desfazer os nós do nosso dia-a-dia. A gente sabe que um dia tem que fazer isso, mas nunca queremos que seja hoje. Por que é difícil, demanda tempo, demanda um entendimento que às vezes ainda não conquistamos. Mas eu resolvi que o momento chegou, e que algumas coisas precisavam acontecer.

Eu resolvi alguma das minhas confusões, e preciso te falar: o tempo foi meu principal parceiro para clarear as idéias. Algumas delas, ainda estão insolucionadas (eu ainda não sei que caminho profissional pretendo seguir, mas, graças a Deus, meus pais me deixam à vontade pra fazer um segundo curso, abrir uma loja ou montar um restaurante). Mas a maioria das confusões se tornaram descobertas, e as descobertas me levaram a mudanças. Creio que esses momentos de conflitos surjam de tempos em tempos. É um jeito da vida te tirar da inércia, te chacoalhar e sussurrar: “vem muito mais por aí”.

Eu nunca gostei de ninguém – Por Luísa Xavier

eu nunca gostei de ninguem

É incrível: é só a gente entrar na puberdade que nasce automaticamente o dever de se apaixonar por alguém. Com o tempo, a maioria das suas amigas já beijou 2 ou 3, algumas já namoram, sua família faz brincadeirinhas sem graça, seu irmão sente ciúmes do seu melhor amigo e você continua sentindo que não encontrou ninguém.Às vezes pode rolar aquele sentimento de “atraso” em relação às outras meninas, ou aquela dúvida de que tem algo errado com você. Em todas as novelas teens, os adolescentes estão trocando de amores de 4 a 5x por temporada, algumas engravidam e outros terminam felizes para sempre. Tudo isso faz parecer que o amor é encontrado em qualquer esquina, de forma fácil e rápida. E que, se você ainda não tem ninguém, o problema só pode ser você.

Eu não posso dizer que eu passei por isso, aliás, sofri pelo outro lado da moeda: eu fui uma criança facilmente apaixonável. Tive algumas dezenas de amores platônicos, intercalados com algumas amizades que realmente me confundiram. Algumas dessas paixonites passaram sem grandes estragos, mas umas poucas me fizeram sentir as tais das borboletas no estômago e me trouxeram alegrias da mesma forma que experiências e decepções…

Mas uma seleta parte das minhas amigas vivia preocupada com o fato de nunca ter sentido algo forte por alguém. Elas se sentiam completamente deslocadas quando chegávamos no tema de relacionamento. Algumas desencanavam, dizendo que realmente nunca tinham encontrado alguém interessante ou especial, que os meninos ao seu redor eram um bando de panacas e playboyzinhos imaturos. Mas algumas outras se encontravam visivelmente abaladas, e sentiam-se “ficando para trás”. Acredito que a coisa mais errada que se pode fazer quando isso acontece, é pensar obsessivamente sobre isso. “Por que nunca encontrei ninguém? O que estou fazendo de errado? Se eu sair essa noite será que o cara da minha vida pode estar lá? E as noites que eu fiquei em casa, será que eu perdi de encontrá-lo? E quando eu fizer 20 anos, será que já estarei com alguém?”.

Eu tenho uma crença meio boba, meio louca, de que o amor é um bichinho felpudo vermelho que foge dos desesperados. Ele curte a delícia da imprevisibilidade, então se você realmente corre atrás de um, desista. Ele quer chegar sem ninguém ver, numa noite em que você não dava nada pela balada, ou num dia que você vai pra padaria com a sua blusa furada. Você absolutamente não está cogitando o amor como possibilidade quando ele te surpreende e você não tem tempo de dizer não. Já foi, já é amor.

Era exatamente isso o que eu dizia pra aquelas amigas, e com o tempo e as próprias vivências elas caíram na real: perceberam que nunca teve nada de errado com elas. A maioria delas teve que sair com uns 27 carinhas, pra descobrir que o mais especial não estava nessa lista, e iria chegar do lugar mais improvável possível. As coisas vêm em tempos diferentes pra cada pessoa, e ficar se comparando com os outros não vai te fazer encontrar uma resposta. Não vá à caça, mas se deixe conquistar.

Polaroids – Por Luísa Xavier

polaroidfacebook

Se tem uma coisa que revolucionou nosso jeito de tirar foto, com certeza foi a invenção da câmera digital. A liberdade de tirar uma foto e ver como ficou no exato momento, deletar quando ruim, tentar de novo e guardar no computador pra todo o sempre, com toda a certeza nos deixou mais “à vontade” no maravilhoso mundo da fotografia. Por outro lado, o que eu vejo são cada vez menos pessoas revelando fotos. Eu mesmo não revelo há anos #prontofalei, é tão mais cômodo descarregar no PC, não é mesmo? Acontece que ter a foto ali, de forma palpável, concreta, sem dúvida traz outra sensação. Construir um álbum de fotos reveladas requer aquele momento de atenção, muito amor e nostalgia. Enviar uma foto do seu celular para seu amigo que sente saudades jamais substituirá a sensação de entregá-lo, em mãos, aquela foto que você escolheu e guardou com tanto carinho.

E foi apostando nisso que a Polaroid, Fujilim e outras marcas “ressuscitaram” as câmeras instantâneas. Tirou a foto, em segundos ela está ali, na sua frente, revelada, linda leve e solta. Tem gente que acha um regresso adquirir esse tipo de máquina fotográfica, num tempo em que as câmeras digitais vêm recheadas de ajustes, opções e praticidade que nenhuma outra pode oferecer. Mas particularmente, acho fotos polaroid a coisa mais charmosa do mundo!

Quem nunca quis tirar mil fotos com as amigas, e pendurar todas as polaróides no mural? Ou eternizar aquele momento especial, chegar em casa e guardar numa gaveta de lembranças? Ou ir numa festa muito louca, acordar no outro dia e ir descobrindo o que rolou pelas polaróides espalhadas pela casa? #americanteenagedream. Essas câmeras fofas voltaram pra ficar, e estão fazendo sucesso pra caramba. A atriz Bruna Marquezine postou no insta a sua Fuji Instax que ganhou de presente de aniversário, mesma máquina que a Lia Camargo, do JustLia, comprou em Londres nessas olimpíadas! A máquina estilo Polaroid já virou acessório fofo de fotos tumblr, e viveu (ou está vivendo?) seu momento #hipster, por isso corre amigo, antes que fique too #mainstream. Pensando em você que já está louco-apaixonado-saindo-correndo-pra-comprar-uma, nós já fizemos uma relação de modelinhos fofos pra você! Que cabe em todos os bolsos e atendem a todos os gostos.

Preços sugeridos pelos sites: Photojojo , Mercado Livre, Toda Oferta e Polaroid Store. Há pouco tempo, a Fast Shop também começou a vender a Instax Mini 7s pelo valor de 317 dinheiros brasileiros! Como nada é perfeito, acho importante avisar aos navegantes que os filmes das câmeras instantâneas são uma leve FACADA no seu bolso. Mas também, vamos analisar gente, é uma maquina com revelação instantânea, charmosa e muito especial que você vai usar em momentos marcantes <3 e não sair tirando foto dando aloka por aí! Neste caso, vale a pena usar a sua máquina digital prática e liumda. A proposta da Polaroid é diferente da digital (: E em todo o caso, também tem pacotões de filmes pra vender lá no Ebay.

Portanto é isso galeura, escolha a sua nova câmera instantânea e ahaze nas fotos por aí!! Já tem uma? Conta pra gente! Se ainda não tem, vem contar qual é o seu modelo preferido! Minha favorita do momento é a da Hello Kitty, mas não vejo problema em comprar todas para fazer logo uma coleção. Riqueza pra que te quero? Litros de champanhe pra vocês!